BANQUETE DE EMOÇÃO
Começa por ser apenas um aperto no estômago.
É uma sensação miudinha, de um formigueiro irrequieto, contra o qual, aprendi, não adianta lutar.
Assumi empiricamente, que é um bicho, não sei se mau se bom, cujo alimento, para além do mais, são contrariedades.
Virar a cara é fazê-lo crescer, apenas sem ver.
Dizer não, é tentar enganar a verdade, vê-lo evoluir pensando que, por milagre dos deuses, o acaso o fará desaparecer.
É um incómodo formigueiro no estômago, que me faz rir sentado, sem razão nem motivo. É uma volta no âmago, que alimenta o tremedouro dos dedos, sem controle ou disciplina.
É, no fundo, a emoção!
Convicção convicta de que a vida caminha, autónoma, arrogante, autoritária, sem nada perguntar.
No fundo é como um grande comboio em que, sem escolha, sou obrigado a embarcar.
É uma viagem anárquica, não pergunta quando começa,e cujo destino se mantém incógnito até ao derradeiro momento da chegada.
Este desgraçado formigueiro, venda-me os olhos de sentimentos, desde sempre, assumidos inimigos da razão.
Metamorfose de risco e alento, é a luz que do fundo do túnel me acena, afirmando, incontestada e incontestável, que para lá chegar, outro caminho não resta que atravessar a perigosa escuridão intermédia.
Tenho dificuldade em acreditar em milagres!
O que morto está, não mais vida pode conhecer.
E se a vida assim peremptória fosse, onde cabia a esperança, alimento essencial da alma?
A resposta que mais segura parece, é um rotundo NÃO SEI.
Quanto à resposta, nada tenho a acrescentar, apenas digo: Nem estou nada interessado em saber !
Que diabo, será necessário que na vida tenhamos de tudo saber? Serão as portas do incerto moradas a evitar? Será ??!!
NÃO ! Definitivamente não.
Deixem que eu me arrependa. Deixem que os meus olhos vendados me façam correr caminhos que não devia. Deixem que os comboios que embarco me levem a lugares que não são meus.
Não existe inevitabilidade, existe apenas a cobardia de tudo evitar.
Que arrogância seria a minha, de pensar que tudo sei, que farei sempre as escolhas correctas, que domino ou que controlo, que da vida só o melhor preciso.
Conversa, não mais que conversa.
Que generosa é a primavera dos incautos. Exuberante, traz consigo dores pequenas, é certo. Mas traz também alegrias imensas, de emoções recheada, satisfações exigentes, confortantes.
É nos momentos de loucura idiossincrática que nos encontramos. Reflectidos no espelho de água que é a vida, vemos os dias correr de espantosa euforia, que nos abraça, nos fortalece, nos cria.
Gosto de olhar o sol, quando nasce, quando soberano se impõe, quando orgulhoso se recolhe e afasta.
Gosto de lhe fazer perguntas. De o ouvir responder “ Faz o que quiseres, apenas te posso dar forças para consegui-lo”. Gosto, gosto dele.
Gosto porque contra a monotonia a que foi condenado, resiste, a cada dia , nobre, jovial e intemerato.
Acho o Sol um bom exemplo da emoção de que falava.
É o eterno e resistente solitário. Vive só, olhando os outros, ajuda-os, mas não deixa que nada se aproxime. Queima. Queima aqueles que junto dele tentam ir.
Implacável !
É o anátema com que vive, e se conforma, mas nem por isso deixa que a generosidade lhe fuja. Vive de todos e para todos, em afastada sintonia, existe, amado.
1.8.03
" Precisava de ti !
Houve algo que me disse que hoje,
Pagasse o preço que preciso fosse
Precisava de ti !
Não adiantam perguntas,
Porque respostas não trouxe.
Apenas vem, se puderes.
E se por qualquer desventura da vida
A desculpa te surgir nos lábios
Despreza-a !
Não a deixes sair, esconde a tua boca dela
Para que, por ela, não saia.
Hoje não , não pode desculpas haver.
Esquece a tua famigerada lógica, Esquece-a
E, tão somente, vem.
Aguardo-te porque estou seguro do que sei,
E que tremendo engano seria, se
Adverso aquilo que penso
As portas se abrissem, sem que tu, no meio delas,
Surgisses.
Meus olhos esperam teu sorriso aberto,
E que brilho lhes dá tão belo esgar.
Vai, não percamos mais tempo,
Entrega tua razão a um carinho,
Que dela, por agora, não precisas.
Por fim, se, miseravelmente, decisão não tomaste,
Fá-lo por mim
Faz meu coração saltar da louca ansiedade de te ver,
Obriga meu sorriso a mostrar-se, sincero, sem jeito
Deixa minha mão encontrar a tua, apertada.
Fá-lo então por razão que entenderes,
Mas faz agora, e,
Vem !
Houve algo que me disse que hoje,
Pagasse o preço que preciso fosse
Precisava de ti !
Não adiantam perguntas,
Porque respostas não trouxe.
Apenas vem, se puderes.
E se por qualquer desventura da vida
A desculpa te surgir nos lábios
Despreza-a !
Não a deixes sair, esconde a tua boca dela
Para que, por ela, não saia.
Hoje não , não pode desculpas haver.
Esquece a tua famigerada lógica, Esquece-a
E, tão somente, vem.
Aguardo-te porque estou seguro do que sei,
E que tremendo engano seria, se
Adverso aquilo que penso
As portas se abrissem, sem que tu, no meio delas,
Surgisses.
Meus olhos esperam teu sorriso aberto,
E que brilho lhes dá tão belo esgar.
Vai, não percamos mais tempo,
Entrega tua razão a um carinho,
Que dela, por agora, não precisas.
Por fim, se, miseravelmente, decisão não tomaste,
Fá-lo por mim
Faz meu coração saltar da louca ansiedade de te ver,
Obriga meu sorriso a mostrar-se, sincero, sem jeito
Deixa minha mão encontrar a tua, apertada.
Fá-lo então por razão que entenderes,
Mas faz agora, e,
Vem !
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