PROCURA
Descobri que ao longo da minha vida
Por muita coisa procurei
Hoje, talvez por alguma pausa
penso que a tudo uma coisa é comum
E talvez não mais que isso seja o que procuro.
Descobri que apenas poeta quero ser!
Mas à poesia, palavras não tenho para dar
E as que tenho, poesia, não lhes posso chamar.
tentei também, inves de palavras, outras coisas usar
Tentei gestos, comportamentos, sentimentos
E até de sexo me servi para tentar.
Verdade que muitos bonitos versos consegui
Lindas estrofes guardo na recordação
Nem assim um poema atingi!
Penso hoje que tudo não foi mais que a escola
que da vida me servi
Para hoje querer ser poeta e perceber
Que a poesia está nos olhos
Que nos olhos está a alma
Que na alma estão memórias
do que um dia vivi.
Sei hoje que um poema é um olhar
E ser poeta é apenas
A certeza de que vivi!
(Texto escrito em Janeiro de 2003)
17.12.09
23.11.09
AI
Tenho saudade daquele olhar
Cabeça deitada no lençol claro!
Ai,
Aquele olhar infantil, mas ousado
Ai,
Aquela meia luz que esconde, ou revela
Ai, Ai,
Aquele rosto confuso, Adormecido mas desperto.!
Ai,
Aquela cara nos lençois
aquela meia luz no rosto
aquela expressão suplicante, nao sabendo de quê!
Ai,
Suspiro
Suspiro pela imagem
Suspiro e sorrio, imaginando aquele sorriso
Envergonhado mas genuino
Ai
suspiro por aquele sorriso!
Ai!!!!
Tenho saudade daquele olhar
Cabeça deitada no lençol claro!
Ai,
Aquele olhar infantil, mas ousado
Ai,
Aquela meia luz que esconde, ou revela
Ai, Ai,
Aquele rosto confuso, Adormecido mas desperto.!
Ai,
Aquela cara nos lençois
aquela meia luz no rosto
aquela expressão suplicante, nao sabendo de quê!
Ai,
Suspiro
Suspiro pela imagem
Suspiro e sorrio, imaginando aquele sorriso
Envergonhado mas genuino
Ai
suspiro por aquele sorriso!
Ai!!!!
SORRISO TEU
Resumir-se-ia a um lábio
Se esse lábio fosse lábio!
Mas não era!
Era tudo do mais que tudo que imagino
Era vida, certeza e incerteza,
Era..., penso eu o sol por entre as estrelas da noite
mas que sol existe na noite ??
Sim Esse sol que nos aquece sem esperarmos
que nos gela para que demos valor ao calor
Essa luz imensa que nos arrasta, generosa
Existe porque está dentro de nó, encoberto, espreitando para que o destapêmos.
Das alegrias que me dás,
Sem perguntar se eu quero
Bastava apenas retirar um pouco
E o mundo respiraria , feliz satisfeito.
Olha meu coração,
Se de tristeza fizemos alegria
Imagina então
O que, se vontade existir,
De alegria não poderemos fazer!
Tudo tudo o que a alma pedir para se lavar!
Só tu és a responsavel deste contentamento teu
Só tu És dona da alegria que possuo
Só tu tens a chave
Roda-a bem
E farás parte do sorriso do mundo!
E QUE BELO SORRISO O TEU
Resumir-se-ia a um lábio
Se esse lábio fosse lábio!
Mas não era!
Era tudo do mais que tudo que imagino
Era vida, certeza e incerteza,
Era..., penso eu o sol por entre as estrelas da noite
mas que sol existe na noite ??
Sim Esse sol que nos aquece sem esperarmos
que nos gela para que demos valor ao calor
Essa luz imensa que nos arrasta, generosa
Existe porque está dentro de nó, encoberto, espreitando para que o destapêmos.
Das alegrias que me dás,
Sem perguntar se eu quero
Bastava apenas retirar um pouco
E o mundo respiraria , feliz satisfeito.
Olha meu coração,
Se de tristeza fizemos alegria
Imagina então
O que, se vontade existir,
De alegria não poderemos fazer!
Tudo tudo o que a alma pedir para se lavar!
Só tu és a responsavel deste contentamento teu
Só tu És dona da alegria que possuo
Só tu tens a chave
Roda-a bem
E farás parte do sorriso do mundo!
E QUE BELO SORRISO O TEU
27.4.09
GUARDO O MEU MUNDO
Texto escrito em 19 de Maio de 2008
É um pequeno quarto, este de que vos falo
Aliás, foi a princípio - e até ainda agora -
mal entendido e olhado com desdém e incredulidade,
De tão pequeno ser!
Diziam as vozes que lá, nada caberia
Olharam-me até como se cruel fosse, pela míngua.
Olho hoje todas as noites quando, com um sorriso só meu, lá a deito.
Quando lhe acaricio a testa, lhe ajeito o cabelo sempre transpirado
Lhe beijo a face e cheiro o doce suor
Quando lhe peço para meu alento,
Que aceite o meu profundo e sincero "amo-te muito meu amor lindo"
Vejo agora, todaa as noites
que no pequeno quarto guardo, imagine-se: Todo o meu mundo
Faço-o com consciência e lucidez
Percebo que fecho a porta, ou a encosto
E do lado de lá fica a minha vida.
Lá deixo por uma noite, e às vezes nem tanto,
A minha lágrima, o meu sorriso
A minha alma, a saudade, a dor,
A alegria, o Amor
Sinto apertar o coração apenas porque vou para escassos 10 m ao lado.
Pouco que seja, são 10 passos do meu mundo, todo o meu mundo.
Se um dia duvidares, o que não espero
Sabe que te amo muito
Devia até ser proibido amar tanto.
É prémio maior que meu merecimento.
Texto escrito em 19 de Maio de 2008
É um pequeno quarto, este de que vos falo
Aliás, foi a princípio - e até ainda agora -
mal entendido e olhado com desdém e incredulidade,
De tão pequeno ser!
Diziam as vozes que lá, nada caberia
Olharam-me até como se cruel fosse, pela míngua.
Olho hoje todas as noites quando, com um sorriso só meu, lá a deito.
Quando lhe acaricio a testa, lhe ajeito o cabelo sempre transpirado
Lhe beijo a face e cheiro o doce suor
Quando lhe peço para meu alento,
Que aceite o meu profundo e sincero "amo-te muito meu amor lindo"
Vejo agora, todaa as noites
que no pequeno quarto guardo, imagine-se: Todo o meu mundo
Faço-o com consciência e lucidez
Percebo que fecho a porta, ou a encosto
E do lado de lá fica a minha vida.
Lá deixo por uma noite, e às vezes nem tanto,
A minha lágrima, o meu sorriso
A minha alma, a saudade, a dor,
A alegria, o Amor
Sinto apertar o coração apenas porque vou para escassos 10 m ao lado.
Pouco que seja, são 10 passos do meu mundo, todo o meu mundo.
Se um dia duvidares, o que não espero
Sabe que te amo muito
Devia até ser proibido amar tanto.
É prémio maior que meu merecimento.
14.7.04
CONFESSO
Era de uma chama rebelde,
aquele olhar que a traía .
Fonte de vida incontida,
De sinais de chegada e partida
Agitação que desejo mereceu
Cativo um coração fez
Permaneceu .
Tudo o que aqui digo
Incontestado nas mãos ficou
Abertas mostravam ,
Libertas e transparentes.
Arranquei-te aos poucos a alma
Despudoradamente fi-lo
E sabia-o, até sem saber
Não era meu esse direito
Não o podia devia ou queria fazer
Mas fi-lo, e não devia.
Arrependo-me de para te ter, te suprimir
Era de uma chama rebelde,
aquele olhar que a traía .
Fonte de vida incontida,
De sinais de chegada e partida
Agitação que desejo mereceu
Cativo um coração fez
Permaneceu .
Tudo o que aqui digo
Incontestado nas mãos ficou
Abertas mostravam ,
Libertas e transparentes.
Arranquei-te aos poucos a alma
Despudoradamente fi-lo
E sabia-o, até sem saber
Não era meu esse direito
Não o podia devia ou queria fazer
Mas fi-lo, e não devia.
Arrependo-me de para te ter, te suprimir
SUSPIRO
? Foi um suspiro. Um Ai.....suave.
Como que um beijo doce que não acaba
Prolongado pelo calor de um desejo, forte.
Entrego o que sou a teu leito
Ameno, envolve minha vontade; Tua.
Penso, ou não penso. Sinto.
Sou sem ser eu, teu, abraço
Que adormece minha angustia, parada
Fica.
Esqueço, olvido, que mundo lá fora
Está, distante.
Mergulho, intenso
Acontece.
Adormeço, sorriso.
É bom ter teus braços em mim
É única a sensação que sinto
Quando em ti me perco, de teu olhar profundo
Suave, disperso, guardado.
Nem palavras preciso, nem dize-las consigo,
O aperto de teu corpo, leve, pesado de calor
Tudo o que há para ser dito, fala
Conversa de nós, solto, verdadeiro
Deixo a ele a ilustre tarefa de comentar
O que duas mãos juntas, unidas, coladas
Sentem e querem
Sem que para isso palavras tenham de usar.
É um suspiro. Um ai. Calado.
? Foi um suspiro. Um Ai.....suave.
Como que um beijo doce que não acaba
Prolongado pelo calor de um desejo, forte.
Entrego o que sou a teu leito
Ameno, envolve minha vontade; Tua.
Penso, ou não penso. Sinto.
Sou sem ser eu, teu, abraço
Que adormece minha angustia, parada
Fica.
Esqueço, olvido, que mundo lá fora
Está, distante.
Mergulho, intenso
Acontece.
Adormeço, sorriso.
É bom ter teus braços em mim
É única a sensação que sinto
Quando em ti me perco, de teu olhar profundo
Suave, disperso, guardado.
Nem palavras preciso, nem dize-las consigo,
O aperto de teu corpo, leve, pesado de calor
Tudo o que há para ser dito, fala
Conversa de nós, solto, verdadeiro
Deixo a ele a ilustre tarefa de comentar
O que duas mãos juntas, unidas, coladas
Sentem e querem
Sem que para isso palavras tenham de usar.
É um suspiro. Um ai. Calado.
Lua Falada
Perguntei hoje à Lua
Se para dizer o que sinto
Chegada era a altura?
Respondeu uma voz
Confiante e madura
Que para questão tão atroz
A fonte teria que ser pura.
Que procurasse lá dentro
Porque, a haver sentimento
Para não deixa-lo morrer
Ao vento
Encontra-lo era preciso.
Respondi com humildade
Que saberia ela melhor do que eu
Mas que estranhava a sua verdade
Porque dizer que pereceu
Difícil se me apresentava
É que não na sua existência
Mas na oportunidade de entregar
Residia a minha impaciência
Percebeu finalmente
Da explicação que lhe dei
Que o calor em mim ardente
Morto não podia ser, aí descansei.
Irritado pela impaciência do medo
Agressivo, para ela me virei e exigi:
Diz-me se sabes o segredo
Para a duvida que meu espírito traz em si.
Não tens tu duvidas, senão certezas
Mostram-se claras as por ti pedidas respostas
Olha bem, sem receio, para tuas belezas
Que procurar não mais precisas
Dizer-lho não é decisão tua
É a alma quem lho mostra
Incontido por teus lábios desagua
O sentimento vai e em suas mãos se prostra.
Perguntei hoje à Lua
Se para dizer o que sinto
Chegada era a altura?
Respondeu uma voz
Confiante e madura
Que para questão tão atroz
A fonte teria que ser pura.
Que procurasse lá dentro
Porque, a haver sentimento
Para não deixa-lo morrer
Ao vento
Encontra-lo era preciso.
Respondi com humildade
Que saberia ela melhor do que eu
Mas que estranhava a sua verdade
Porque dizer que pereceu
Difícil se me apresentava
É que não na sua existência
Mas na oportunidade de entregar
Residia a minha impaciência
Percebeu finalmente
Da explicação que lhe dei
Que o calor em mim ardente
Morto não podia ser, aí descansei.
Irritado pela impaciência do medo
Agressivo, para ela me virei e exigi:
Diz-me se sabes o segredo
Para a duvida que meu espírito traz em si.
Não tens tu duvidas, senão certezas
Mostram-se claras as por ti pedidas respostas
Olha bem, sem receio, para tuas belezas
Que procurar não mais precisas
Dizer-lho não é decisão tua
É a alma quem lho mostra
Incontido por teus lábios desagua
O sentimento vai e em suas mãos se prostra.
OCUBANZA
Esvaziou-se!
Como uma taça desocupada que vejo
Logo após deleitosa sobremesa que tive.
Vejo-lhe o fundo, abismado.
Não é de viveres esta taça
Nem o estomago dela se queixa
Não é a carne, nem tão pouco o sangue
Ou digestivo aparelho reclama.
É da alma que falo, ou melhor,
Sinto e rezingo.
São teus olhos acesos, de cores essas
Que me aquecem por dentro;
E também por fora.
Tua boca também, que dela não prescinde
Minha vontade.
Mãos, pés, cabelos e teu cheiro
Tudo levaste quando atrás de ti a porta fechou.
Sei que não foste
Apenas vais, ali
Sei de tudo isso, mas escondo
Guardo de meus sentidos o que sei
Tanto mais que de nada lhe serviria
Tão despiciendo aviso.
Sinto teu ar em meu olfacto
Como uma trilha que me conforta
Para sempre te encontrar.
Sei que só ali vais
Sei disso muito bem
Nem por isso não te sinto,
Dilacerando minhas entranhas,
A falta!
1.8.03
BANQUETE DE EMOÇÃO
Começa por ser apenas um aperto no estômago.
É uma sensação miudinha, de um formigueiro irrequieto, contra o qual, aprendi, não adianta lutar.
Assumi empiricamente, que é um bicho, não sei se mau se bom, cujo alimento, para além do mais, são contrariedades.
Virar a cara é fazê-lo crescer, apenas sem ver.
Dizer não, é tentar enganar a verdade, vê-lo evoluir pensando que, por milagre dos deuses, o acaso o fará desaparecer.
É um incómodo formigueiro no estômago, que me faz rir sentado, sem razão nem motivo. É uma volta no âmago, que alimenta o tremedouro dos dedos, sem controle ou disciplina.
É, no fundo, a emoção!
Convicção convicta de que a vida caminha, autónoma, arrogante, autoritária, sem nada perguntar.
No fundo é como um grande comboio em que, sem escolha, sou obrigado a embarcar.
É uma viagem anárquica, não pergunta quando começa,e cujo destino se mantém incógnito até ao derradeiro momento da chegada.
Este desgraçado formigueiro, venda-me os olhos de sentimentos, desde sempre, assumidos inimigos da razão.
Metamorfose de risco e alento, é a luz que do fundo do túnel me acena, afirmando, incontestada e incontestável, que para lá chegar, outro caminho não resta que atravessar a perigosa escuridão intermédia.
Tenho dificuldade em acreditar em milagres!
O que morto está, não mais vida pode conhecer.
E se a vida assim peremptória fosse, onde cabia a esperança, alimento essencial da alma?
A resposta que mais segura parece, é um rotundo NÃO SEI.
Quanto à resposta, nada tenho a acrescentar, apenas digo: Nem estou nada interessado em saber !
Que diabo, será necessário que na vida tenhamos de tudo saber? Serão as portas do incerto moradas a evitar? Será ??!!
NÃO ! Definitivamente não.
Deixem que eu me arrependa. Deixem que os meus olhos vendados me façam correr caminhos que não devia. Deixem que os comboios que embarco me levem a lugares que não são meus.
Não existe inevitabilidade, existe apenas a cobardia de tudo evitar.
Que arrogância seria a minha, de pensar que tudo sei, que farei sempre as escolhas correctas, que domino ou que controlo, que da vida só o melhor preciso.
Conversa, não mais que conversa.
Que generosa é a primavera dos incautos. Exuberante, traz consigo dores pequenas, é certo. Mas traz também alegrias imensas, de emoções recheada, satisfações exigentes, confortantes.
É nos momentos de loucura idiossincrática que nos encontramos. Reflectidos no espelho de água que é a vida, vemos os dias correr de espantosa euforia, que nos abraça, nos fortalece, nos cria.
Gosto de olhar o sol, quando nasce, quando soberano se impõe, quando orgulhoso se recolhe e afasta.
Gosto de lhe fazer perguntas. De o ouvir responder “ Faz o que quiseres, apenas te posso dar forças para consegui-lo”. Gosto, gosto dele.
Gosto porque contra a monotonia a que foi condenado, resiste, a cada dia , nobre, jovial e intemerato.
Acho o Sol um bom exemplo da emoção de que falava.
É o eterno e resistente solitário. Vive só, olhando os outros, ajuda-os, mas não deixa que nada se aproxime. Queima. Queima aqueles que junto dele tentam ir.
Implacável !
É o anátema com que vive, e se conforma, mas nem por isso deixa que a generosidade lhe fuja. Vive de todos e para todos, em afastada sintonia, existe, amado.
Começa por ser apenas um aperto no estômago.
É uma sensação miudinha, de um formigueiro irrequieto, contra o qual, aprendi, não adianta lutar.
Assumi empiricamente, que é um bicho, não sei se mau se bom, cujo alimento, para além do mais, são contrariedades.
Virar a cara é fazê-lo crescer, apenas sem ver.
Dizer não, é tentar enganar a verdade, vê-lo evoluir pensando que, por milagre dos deuses, o acaso o fará desaparecer.
É um incómodo formigueiro no estômago, que me faz rir sentado, sem razão nem motivo. É uma volta no âmago, que alimenta o tremedouro dos dedos, sem controle ou disciplina.
É, no fundo, a emoção!
Convicção convicta de que a vida caminha, autónoma, arrogante, autoritária, sem nada perguntar.
No fundo é como um grande comboio em que, sem escolha, sou obrigado a embarcar.
É uma viagem anárquica, não pergunta quando começa,e cujo destino se mantém incógnito até ao derradeiro momento da chegada.
Este desgraçado formigueiro, venda-me os olhos de sentimentos, desde sempre, assumidos inimigos da razão.
Metamorfose de risco e alento, é a luz que do fundo do túnel me acena, afirmando, incontestada e incontestável, que para lá chegar, outro caminho não resta que atravessar a perigosa escuridão intermédia.
Tenho dificuldade em acreditar em milagres!
O que morto está, não mais vida pode conhecer.
E se a vida assim peremptória fosse, onde cabia a esperança, alimento essencial da alma?
A resposta que mais segura parece, é um rotundo NÃO SEI.
Quanto à resposta, nada tenho a acrescentar, apenas digo: Nem estou nada interessado em saber !
Que diabo, será necessário que na vida tenhamos de tudo saber? Serão as portas do incerto moradas a evitar? Será ??!!
NÃO ! Definitivamente não.
Deixem que eu me arrependa. Deixem que os meus olhos vendados me façam correr caminhos que não devia. Deixem que os comboios que embarco me levem a lugares que não são meus.
Não existe inevitabilidade, existe apenas a cobardia de tudo evitar.
Que arrogância seria a minha, de pensar que tudo sei, que farei sempre as escolhas correctas, que domino ou que controlo, que da vida só o melhor preciso.
Conversa, não mais que conversa.
Que generosa é a primavera dos incautos. Exuberante, traz consigo dores pequenas, é certo. Mas traz também alegrias imensas, de emoções recheada, satisfações exigentes, confortantes.
É nos momentos de loucura idiossincrática que nos encontramos. Reflectidos no espelho de água que é a vida, vemos os dias correr de espantosa euforia, que nos abraça, nos fortalece, nos cria.
Gosto de olhar o sol, quando nasce, quando soberano se impõe, quando orgulhoso se recolhe e afasta.
Gosto de lhe fazer perguntas. De o ouvir responder “ Faz o que quiseres, apenas te posso dar forças para consegui-lo”. Gosto, gosto dele.
Gosto porque contra a monotonia a que foi condenado, resiste, a cada dia , nobre, jovial e intemerato.
Acho o Sol um bom exemplo da emoção de que falava.
É o eterno e resistente solitário. Vive só, olhando os outros, ajuda-os, mas não deixa que nada se aproxime. Queima. Queima aqueles que junto dele tentam ir.
Implacável !
É o anátema com que vive, e se conforma, mas nem por isso deixa que a generosidade lhe fuja. Vive de todos e para todos, em afastada sintonia, existe, amado.
" Precisava de ti !
Houve algo que me disse que hoje,
Pagasse o preço que preciso fosse
Precisava de ti !
Não adiantam perguntas,
Porque respostas não trouxe.
Apenas vem, se puderes.
E se por qualquer desventura da vida
A desculpa te surgir nos lábios
Despreza-a !
Não a deixes sair, esconde a tua boca dela
Para que, por ela, não saia.
Hoje não , não pode desculpas haver.
Esquece a tua famigerada lógica, Esquece-a
E, tão somente, vem.
Aguardo-te porque estou seguro do que sei,
E que tremendo engano seria, se
Adverso aquilo que penso
As portas se abrissem, sem que tu, no meio delas,
Surgisses.
Meus olhos esperam teu sorriso aberto,
E que brilho lhes dá tão belo esgar.
Vai, não percamos mais tempo,
Entrega tua razão a um carinho,
Que dela, por agora, não precisas.
Por fim, se, miseravelmente, decisão não tomaste,
Fá-lo por mim
Faz meu coração saltar da louca ansiedade de te ver,
Obriga meu sorriso a mostrar-se, sincero, sem jeito
Deixa minha mão encontrar a tua, apertada.
Fá-lo então por razão que entenderes,
Mas faz agora, e,
Vem !
Houve algo que me disse que hoje,
Pagasse o preço que preciso fosse
Precisava de ti !
Não adiantam perguntas,
Porque respostas não trouxe.
Apenas vem, se puderes.
E se por qualquer desventura da vida
A desculpa te surgir nos lábios
Despreza-a !
Não a deixes sair, esconde a tua boca dela
Para que, por ela, não saia.
Hoje não , não pode desculpas haver.
Esquece a tua famigerada lógica, Esquece-a
E, tão somente, vem.
Aguardo-te porque estou seguro do que sei,
E que tremendo engano seria, se
Adverso aquilo que penso
As portas se abrissem, sem que tu, no meio delas,
Surgisses.
Meus olhos esperam teu sorriso aberto,
E que brilho lhes dá tão belo esgar.
Vai, não percamos mais tempo,
Entrega tua razão a um carinho,
Que dela, por agora, não precisas.
Por fim, se, miseravelmente, decisão não tomaste,
Fá-lo por mim
Faz meu coração saltar da louca ansiedade de te ver,
Obriga meu sorriso a mostrar-se, sincero, sem jeito
Deixa minha mão encontrar a tua, apertada.
Fá-lo então por razão que entenderes,
Mas faz agora, e,
Vem !
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